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10 perguntas e respostas sobre Hemodiálise que você precisa saber

Atualizado em: 19/08/2026 | Publicado em: 19/08/2026
perguntas e respostas sobre hemodiálise

Receber o diagnóstico de uma doença renal avançada traz muitas dúvidas e inseguranças. Afinal, iniciar um tratamento como a diálise muda a rotina e exige adaptação.

Nesse momento, ter acesso a informações confiáveis faz toda a diferença para que o paciente e sua família se sintam mais seguros.

Por isso, reunimos as principais perguntas e respostas sobre hemodiálise para esclarecer as dúvidas mais comuns sobre o tratamento. Continue a leitura para saber mais!

Tire suas dúvidas sobre hemodiálise com as 10 perguntas mais frequentes

Ao entender melhor como funciona a hemodiálise, quais são as expectativas e como é a rotina de quem realiza o tratamento, fica mais fácil encarar esse processo com mais tranquilidade e planejamento.

Confira, a seguir, as respostas para as dúvidas mais frequentes:

1. Quem precisa fazer a hemodiálise?

A hemodiálise é indicada principalmente para pessoas com doença renal crônica em estágio avançado. Nesse momento, os rins já não conseguem filtrar o sangue de maneira adequada para eliminar toxinas e excesso de líquidos do organismo.

Normalmente, o tratamento passa a ser necessário quando a função renal cai para níveis muito baixos, quando a Taxa de Filtração Glomerular (TFG) fica abaixo de cerca de 15 mL/min. Nessa situação, o organismo começa a acumular substâncias prejudiciais que podem comprometer vários sistemas do corpo.

Entre as dúvidas sobre hemodiálise, uma das mais comuns é pensar que o tratamento significa necessariamente um transplante futuro. No entanto, nem todos os pacientes são candidatos ao transplante renal, e a diálise pode ser o tratamento contínuo mais seguro para muitos casos.

2. A hemodiálise faz os rins voltarem a funcionar?

Não. A hemodiálise não tem a função de recuperar os rins, mas, sim, de atuar como um substituto do trabalho que esses órgãos deixaram de realizar.

Durante a sessão, uma máquina especializada filtra o sangue, removendo toxinas e excesso de líquidos, simulando parte das funções renais. Porém, esse processo não regenera o tecido renal.

Em casos de insuficiência renal aguda, quando há possibilidade de recuperação, os rins podem voltar a funcionar com o tratamento adequado. Já na doença renal crônica avançada, o dano renal costuma ser permanente.

3. É necessário algum procedimento cirúrgico para fazer hemodiálise?

Sim. Para que o sangue possa circular entre o corpo e a máquina de diálise, é necessário criar um acesso vascular. O acesso mais recomendado é a fístula arteriovenosa, feita por meio de uma pequena cirurgia que conecta uma artéria a uma veia do braço.

Essa ligação torna a veia mais resistente e adequada para o fluxo sanguíneo necessário durante as sessões. A fístula é considerada o acesso mais seguro e durável para a hemodiálise, pois apresenta menor risco de infecção e maior longevidade em comparação com outros acessos, como cateteres temporários, que são mais indicados para sessões emergenciais.

4. É preciso fazer hemodiálise para o resto da vida?

Essa é uma das perguntas frequentes sobre hemodiálise. E a resposta depende do tipo de doença renal que o paciente apresenta.

Quando se trata de uma insuficiência renal aguda, existe a possibilidade de recuperação da função dos rins. Nesse caso, portanto, o tratamento pode ser temporário. Por outro lado, na doença renal crônica avançada, os rins não recuperam sua função.

Nessas situações, existem duas possibilidades: continuar com a diálise ou realizar um transplante renal. Por isso, a resposta para a pergunta “hemodiálise é para sempre?” varia de acordo com cada diagnóstico e evolução clínica.

5. Quais são os efeitos colaterais da hemodiálise?

Assim como qualquer tratamento médico, a hemodiálise pode apresentar alguns efeitos colaterais. Os efeitos mais comuns incluem:

  • Queda da pressão arterial durante a sessão;
  • Cãibras musculares;
  • Dor de cabeça;
  • Sensação de cansaço após o procedimento.

A hipotensão, ou pressão baixa, é uma das reações mais frequentes e pode causar tontura ou náuseas. No entanto, as equipes médicas monitoram o paciente constantemente durante a sessão para minimizar esses efeitos.

Também existe risco de infecção relacionado ao acesso vascular, principalmente quando não são seguidos os cuidados adequados com a fístula ou cateter.

6. Onde são realizadas as sessões de hemodiálise?

A hemodiálise deve ser realizada em centros especializados, com estrutura adequada e profissionais treinados para acompanhar o paciente durante todo o procedimento.

Centros especializados em terapias renais substitutivas, como a Clinirim, contam com equipamentos específicos, equipe multidisciplinar e protocolos de segurança que reduzem riscos e garantem um tratamento mais eficaz.

Esse acompanhamento contínuo é fundamental para monitorar a saúde do paciente e ajustar o tratamento sempre que necessário.

7. Como funciona a hemodiálise na prática?

Durante a sessão, o sangue é retirado do corpo por meio do acesso vascular que mencionamos mais acima e conduzido até um equipamento chamado dialisador. Nesse filtro especial, ocorre a remoção de toxinas e excesso de líquidos.

Depois de filtrado, o sangue retorna ao organismo. Esse processo acontece continuamente durante toda a sessão, que geralmente dura entre três e cinco horas.

8. Como é a rotina de quem faz hemodiálise?

A rotina de quem realiza hemodiálise envolve visitas regulares à clínica ou ao centro especializado, normalmente três vezes por semana. Cada sessão dura algumas horas (de três a cinco),e durante esse período, o paciente permanece conectado à máquina de diálise.

Entre as sessões, é necessário seguir orientações médicas importantes no dia a dia em casa, como controle da ingestão de líquidos e uma alimentação específica para pacientes renais. Embora seja uma mudança significativa no cotidiano, muitos pacientes conseguem adaptar sua rotina e continuar trabalhando ou realizando atividades pessoais.

9. Quem faz hemodiálise pode viajar?

Sim. Apesar das limitações do tratamento, viajar continua sendo possível. Existe um programa chamado diálise em trânsito, que permite ao paciente realizar suas sessões em clínicas localizadas no destino da viagem.

Para isso, é necessário organizar o planejamento com antecedência e comunicar a equipe médica responsável pelo paciente, seja em acompanhamento particular ou pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Com essa organização, o paciente pode manter sua rotina de tratamento mesmo estando fora de sua cidade.

10. É possível ter uma vida normal fazendo hemodiálise?

Essa é uma das maiores dúvidas de quem recebe o diagnóstico. Mas a boa notícia é que, sim, é possível ter uma vida ativa e seguir com as atividades normalmente.

Muitas pessoas que fazem hemodiálise continuam trabalhando, estudando, viajando e mantendo atividades sociais. Essa adaptação pode levar algum tempo, mas com acompanhamento médico, suporte familiar e cuidados com a saúde, é possível manter qualidade de vida mesmo com as limitações.

Onde fazer hemodiálise em Florianópolis?

Agora que você já sabe as principais perguntas e respostas sobre hemodiálise, só falta descobrir onde realizar as sessões com segurança e infraestrutura completa. Na região de Florianópolis, a Clinirim é um Centro de Referência no tratamento da Doença Renal Crônica, com mais de 30 anos de atuação.

Somos especialistas em terapias renais substitutivas, com tecnologia moderna e profissionais experientes no cuidado com pacientes renais. Mas, acima de tudo, trabalhamos com ética e compromisso contínuo com a qualidade assistencial para oferecer um tratamento humanizado, no qual os pacientes se sintam acolhidos, bem cuidados e prontos para enfrentar essa jornada da melhor maneira possível. Conheça os nossos serviços e agende sua avaliação com a nossa equipe.

A Clinirim – Clínica do Rim e Hipertensão Arterial é uma instituição de saúde localizada em Florianópolis (SC) que tem como principal objetivo oferecer bem-estar e qualidade de vida para pacientes portadores de doenças renais crônicas.