O tratamento da insuficiência renal costuma despertar muitas dúvidas entre pacientes e familiares. Embora a hemodiálise seja a terapia mais conhecida, há uma alternativa moderna que vem ganhando destaque: a hemodiafiltração (HDF).
Esse procedimento combina duas técnicas distintas de filtragem do sangue, oferecendo resultados ainda mais eficazes na remoção de toxinas e contribuindo para uma melhor qualidade de vida.
Mas afinal, o que é a hemodiafiltração? Em quais casos ela é indicada? E o que a diferencia da hemodiálise convencional? Continue a leitura para entender mais!
O que é hemodiafiltração?
A hemodiafiltração (HDF) é uma terapia renal substitutiva que combina dois mecanismos de filtragem do sangue: a hemodiálise e a hemofiltração.
Na prática, enquanto a hemodiálise remove as impurezas por difusão (ou seja, a passagem de substâncias através de uma membrana semipermeável),a hemodiafiltração acrescenta um segundo processo, chamado convecção, que permite eliminar moléculas maiores que normalmente permanecem no organismo durante a hemodiálise convencional.
Podemos comparar a HDF a uma “faxina mais completa” no sangue: ela remove tanto as toxinas menores e o excesso de líquidos quanto substâncias maiores que, se acumuladas, podem causar inflamações e complicações ósseas ou cardiovasculares.
Por reunir os dois mecanismos, a hemodiafiltração é considerada uma técnica mais moderna e eficiente, capaz de oferecer benefícios clínicos adicionais e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
Como é feita a hemodiafiltração?
A hemodiafiltração (HDF) é realizada em clínicas especializadas e centros de diálise, como a Clinirim, seguindo uma rotina semelhante à da hemodiálise convencional.
O paciente é conectado à máquina por meio de um acesso vascular, que pode ser feito por uma fístula arteriovenosa (criada cirurgicamente para garantir fluxo constante) ou por um cateter central, usado em situações temporárias.
Durante o procedimento, o sangue circula por um circuito fora do corpo e passa por um filtro especial chamado dialisador, também conhecido como “rim artificial”. É nesse ponto que ocorre a purificação, por meio de dois mecanismos complementares:
- Difusão: processo base da hemodiálise, em que as impurezas passam do sangue para o líquido de diálise através de uma membrana semipermeável;
- Convecção: etapa adicional da HDF, em que um volume maior de líquido é retirado do sangue, “arrastando” toxinas de diferentes tamanhos. Para evitar desidratação, um fluido ultrapuro é reposto simultaneamente.
Para entender melhor, veja o processo resumido em etapas:
- Acesso vascular: é criada uma via segura para que o sangue circule até a máquina, geralmente por uma fístula arteriovenosa (uso contínuo) ou um cateter central (uso temporário).
- Circulação extracorpórea: o sangue sai do corpo e entra em um circuito fechado, passando pela máquina de HDF até o dialisador.
- Filtragem dupla: no filtro artificial, ocorrem simultaneamente a difusão (remoção de substâncias menores, como ureia) e a convecção (eliminação de moléculas maiores).
- Reposição de fluido ultrapuro: o líquido retirado durante o processo é reposto de imediato, garantindo equilíbrio e evitando desidratação.
Durante toda a sessão, a equipe de saúde monitora a pressão arterial, o fluxo sanguíneo e a composição dos líquidos, garantindo segurança e eficiência.
Ao final do processo, o sangue purificado retorna ao corpo do paciente. Cada sessão dura, em média, de 3 a 5 horas, e a frequência é determinada pelo médico nefrologista, de acordo com as necessidades clínicas de cada pessoa.
Qual a diferença entre hemodiálise e hemodiafiltração?
Uma dúvida comum entre pacientes e familiares é entender a diferença entre hemodiálise e hemodiafiltração (HDF). Ambas têm o mesmo propósito: substituir a função dos rins quando eles deixam de filtrar o sangue adequadamente. No entanto, há diferenças importantes entre as duas terapias.
Enquanto a hemodiálise remove as impurezas apenas pelo processo de difusão, a hemodiafiltração combina difusão e convecção, o que aumenta significativamente a eficiência da filtragem. Essa combinação permite eliminar não apenas moléculas pequenas, mas também substâncias maiores, que muitas vezes permanecem no organismo após a hemodiálise tradicional.
Outra diferença está na tecnologia empregada: a HDF utiliza equipamentos mais modernos e filtros específicos, capazes de realizar esse duplo processo de purificação de forma segura e precisa.
Além desses aspectos técnicos, a hemodiafiltração também tende a proporcionar mais conforto e estabilidade durante o tratamento, reduzindo efeitos colaterais comuns da hemodiálise, como queda de pressão, dores de cabeça, náuseas e fadiga.
A hemodiafiltração é indicada para todos?
Apesar das vantagens, a hemodiafiltração não é indicada para todos os pacientes com doença renal crônica que necessitam de terapia renal substitutiva. A decisão deve ser sempre tomada pelo médico nefrologista, levando em conta o estado clínico geral, o tipo de acesso vascular disponível e a resposta do paciente aos tratamentos anteriores.
De forma geral, a HDF pode ser recomendada para pessoas que apresentam:
- Risco cardiovascular elevado ou insuficiência cardíaca;
- Excesso de fósforo no sangue (hipofosfatemia) que não melhora com a hemodiálise convencional;
- Sintomas persistentes, como fadiga intensa e inflamação persistente;
- Instabilidade hemodinâmica (pressão arterial instável) durante as sessões de hemodiálise;
- Complicações relacionadas ao acúmulo de toxinas maiores;
- Impossibilidade de realizar transplante renal.
Ainda assim, apenas uma avaliação individualizada pode definir qual modalidade (hemodiálise ou hemodiafiltração) é a mais indicada para cada caso.
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