Conteúdos

ARTIGO |

Quem precisa fazer hemodiálise? Entenda indicações e impacto no dia a dia

Atualizado em: 05/02/2026 | Publicado em: 05/02/2026
quem precisa fazer hemodiálise

Quando os rins deixam de funcionar adequadamente, o organismo perde a capacidade de filtrar o sangue e eliminar toxinas e líquidos em excesso. Essa falha pode trazer sintomas graves e comprometer seriamente a saúde. Nesse cenário, surge uma dúvida frequente entre pacientes e familiares: quem precisa fazer hemodiálise?

Embora a hemodiálise seja um tratamento que muitas vezes causa apreensão, compreender quando ela é indicada, como funciona e de que forma pode garantir qualidade de vida ajuda a enfrentar esse momento com mais segurança e acolhimento. Continue a leitura para saber mais.

O que é hemodiálise?

Os rins filtram o sangue, removendo toxinas, sais minerais em excesso e líquidos que o corpo não precisa. Quando essa função é comprometida por doenças ou lesões, o organismo perde o equilíbrio e precisa de suporte.

A hemodiálise é uma terapia renal substitutiva que cumpre esse papel: uma máquina realiza a filtragem do sangue e o devolve purificado ao corpo, ajudando a manter as funções vitais em funcionamento.

Além da hemodiálise, existem outras formas de tratamento, como o transplante renal e a diálise peritoneal (em que o revestimento interno do abdômen é utilizado como filtro natural para remover toxinas e líquidos do organismo). A indicação depende da condição clínica de cada paciente e deve ser sempre definida pela equipe médica.

Como funciona o tratamento?

Durante a hemodiálise, o sangue é retirado do corpo por meio de um cateter (tubo flexível inserido em um vaso sanguíneo de grande calibre, geralmente no pescoço ou tórax) ou de uma fístula arteriovenosa (conexão cirúrgica entre uma artéria e uma veia no braço, criada para facilitar o acesso ao sangue).

Esse sangue circula até o dialisador, também chamado de “rim artificial”. É nesse filtro que ocorre a remoção das impurezas, do excesso de sais minerais e líquidos. Depois, o sangue limpo retorna ao corpo, ajudando a manter as funções vitais em equilíbrio.

Na maioria dos casos, a hemodiálise é realizada três vezes por semana, com duração média de quatro horas por sessão. A frequência e o tempo podem variar conforme a necessidade de cada paciente, sempre definidos pela equipe médica.

Além de substituir a função dos rins, a hemodiálise contribui para controlar a pressão arterial, remover resíduos do organismo e manter equilibrados eletrólitos essenciais, como potássio e sódio, fundamentais para o bom funcionamento do corpo.

Para quem a hemodiálise é indicada?

A hemodiálise é indicada para pessoas que apresentam insuficiência renal grave, quando os rins já perderam cerca de 85% a 90% da sua capacidade de funcionamento. Nessa situação, o organismo não consegue mais filtrar o sangue de forma adequada, acumulando toxinas e líquidos que comprometem a saúde.

Essa perda pode acontecer de duas formas:

  • Insuficiência renal crônica: geralmente causada por doenças como diabetes e hipertensão, costuma evoluir lentamente e exige tratamento contínuo com hemodiálise, diálise peritoneal ou transplante renal.
  • Insuficiência renal aguda: ocorre de maneira repentina, por exemplo após uma infecção grave ou uso de determinados medicamentos. Em alguns casos, a função dos rins pode se recuperar e a hemodiálise é suspensa.

Alguns sinais que podem indicar a necessidade de iniciar o tratamento incluem:

  • Cansaço extremo e fraqueza;
  • Inchaço nas pernas, pés ou rosto;
  • Alterações na urina;
  • Náuseas, perda de apetite ou dificuldade de concentração.

Por isso, responder à pergunta “quem precisa fazer hemodiálise?” significa reconhecer que o tratamento é essencial para pessoas com perda importante da função renal, garantindo equilíbrio do organismo e preservação da vida.

Como é a qualidade de vida de quem faz hemodiálise

Receber a indicação de hemodiálise não é simples. O impacto emocional costuma ser grande para pacientes e familiares. Por isso, o acompanhamento multidisciplinar faz toda a diferença: médicos nefrologistas, nutricionistas, psicólogos, profissionais farmacêuticos e de enfermagem, e assistentes sociais ajudam a enfrentar essa nova fase de forma mais segura.

A rotina exige ajustes, já que o paciente precisa comparecer ao centro de nefrologia em média três vezes por semana. No entanto, isso não impede que mantenha uma vida ativa: muitos seguem trabalhando, estudando e cuidando da família, apenas adaptando os horários às sessões.

Outro ponto essencial é o cuidado com a alimentação e a ingestão de líquidos. A dieta deve ser personalizada e orientada pela equipe médica e nutricional, controlando proteínas, fósforo, potássio e líquidos para evitar complicações. A prática de exercícios físicos, quando liberada pelo médico, também contribui para o bem-estar geral.

Com suporte adequado e acompanhamento contínuo, é totalmente possível que quem faz hemodiálise leve uma vida com qualidade, preservando saúde, autonomia e vínculos sociais.

Hemodiálise com acompanhamento completo na Clinirim

Na Clinirim, entendemos que cada paciente é único e que o tratamento de hemodiálise vai muito além do aspecto técnico. Nosso compromisso é oferecer acolhimento, segurança e qualidade de vida.

Contamos com uma equipe multidisciplinar com profissionais especializados em nefrologia, psicologia e nutrição, além de assistentes sociais que acompanham cada etapa do tratamento. Assim, o paciente tem não apenas o suporte clínico, mas também o apoio necessário para enfrentar os desafios emocionais e sociais que a hemodiálise pode trazer.

Quem precisa fazer hemodiálise ou deseja saber mais informações sobre o tratamento, estamos à disposição para ajudar. Saiba mais sobre os serviços da Clinirim e conheça nosso acompanhamento completo em diálise em Florianópolis.

A Clinirim – Clínica do Rim e Hipertensão Arterial é uma instituição de saúde localizada em Florianópolis (SC) que tem como principal objetivo oferecer bem-estar e qualidade de vida para pacientes portadores de doenças renais crônicas.