Conteúdos

Diabetes e doença renal: qual a relação?

Atualizado em: 19/08/2026 | Publicado em: 19/08/2026
diabetes e doença renal

Você sabia que existe uma relação estreita entre o diabetes e a doença renal? O diabetes é uma doença crônica que, quando não controlada adequadamente, pode causar diversas complicações em órgãos vitais – e os rins estão entre os mais afetados.

No Brasil, conforme o último Censo Brasileiro de Diálise, realizado pela Sociedade Brasileira de Nefrologia, o diabetes é a segunda principal causa de doença renal crônica em estágio avançado, ficando atrás apenas da hipertensão arterial (32% versus 34%). Além disso, cerca de 29% dos pacientes em diálise são diabéticos.

Esses dados evidenciam a forte ligação entre diabetes e os rins, reforçando a importância do acompanhamento médico regular e do controle adequado da glicose no sangue para prevenir complicações renais. Continue a leitura para entender mais.

Como e por que o diabetes afeta os rins?

Antes de entender a relação entre diabetes e doença renal crônica, é importante compreender o papel dos rins no organismo. Esses órgãos funcionam como filtros naturais, responsáveis por remover toxinas, excesso de líquidos e resíduos metabólicos do sangue.

Esse processo ocorre por meio de milhões de pequenas estruturas chamadas glomérulos, formadas por delicados vasos sanguíneos. Quando os níveis de glicose permanecem elevados por longos períodos – condição conhecida como hiperglicemia crônica – esses vasos podem ser danificados.

Com o tempo, esse dano compromete o sistema de filtragem dos rins, levando à perda de proteínas pela urina e à redução progressiva da função renal. Sem controle adequado, o diabetes pode evoluir para Doença Renal Crônica, podendo exigir tratamentos como diálise ou transplante renal.

Atualmente, especialistas utilizam o termo doença renal do diabetes para descrever esse processo, substituindo a antiga denominação “nefropatia diabética”. Essa mudança reflete um entendimento mais amplo sobre os diferentes mecanismos de lesão renal. Os dois principais são:

  • Lesão glomerular, caracterizada pela perda de proteínas (especialmente albumina) pela urina;
  • Lesão vascular, marcada pela redução progressiva da taxa de filtração dos rins.

Doença renal diabética (DRD)

A doença renal diabética (DRD) é considerada uma das complicações mais frequentes do diabetes. Estima-se que cerca de 40% das pessoas com diabetes desenvolvam algum grau de comprometimento renal ao longo da vida.

Um dos maiores desafios da DRD é o fato de ser uma condição silenciosa. Nos estágios iniciais, geralmente não há sintomas perceptíveis, o que faz com que muitas pessoas descubram o problema apenas quando a função renal já está comprometida.

Com a progressão da doença, alguns sinais podem surgir, como:

  • Inchaço nos pés, tornozelos ou ao redor dos olhos;
  • Pressão arterial elevada ou difícil de controlar;
  • Cansaço excessivo;
  • Urina espumosa ou com alterações;
  • Mudanças na quantidade de urina;
  • Piora no controle do diabetes.

Esses sinais podem indicar comprometimento renal, tornando fundamental a avaliação médica.

O impacto da doença renal no diabetes

A relação entre diabetes e doença renal é uma via de mão dupla. Ou seja: não apenas o diabetes afeta os rins, como a doença renal também pode interferir no controle da glicose no sangue.

Isso acontece porque os rins participam de processos importantes relacionados ao metabolismo da glicose e à eliminação da insulina. Quando a função renal está comprometida, essas funções podem ser alteradas.

Por isso, pacientes com doença renal precisam redobrar a atenção ao controle glicêmico e manter acompanhamento médico contínuo.

A importância do diagnóstico precoce em pacientes diabéticos

Identificar precocemente alterações na função renal é essencial para evitar a progressão da doença. Pacientes com diabetes, especialmente do tipo 2, devem realizar avaliações regulares.

Infelizmente, o diagnóstico tardio ainda é comum. Estima-se que cerca de 240 milhões de pessoas vivam com diabetes não diagnosticado no mundo. A previsão é que, até 2030, esse número alcance aproximadamente 643 milhões de pessoas.

A falta de diagnóstico, a interrupção do tratamento ou até a falsa impressão de melhora podem contribuir para a progressão silenciosa do diabetes e da doença renal crônica.

Para detectar precocemente possíveis alterações nos rins, dois exames são considerados fundamentais. Em conjunto, eles ajudam a identificar alterações antes mesmo do surgimento de sintomas. São eles:

  • Dosagem da creatinina sérica: permite calcular a taxa de filtração glomerular estimada (TFGe),que indica o nível de funcionamento dos rins.
  • Razão Albumina/Creatinina (RAC): realizada a partir de uma amostra de urina, essa análise detecta a presença de proteínas na urina, um dos primeiros sinais de lesão renal.

Pacientes diabéticos conseguem prevenir a doença renal? Como o estilo de vida reflete neste controle

Apesar da relação direta entre diabetes e doença renal, existem diversas medidas capazes de reduzir significativamente o risco de desenvolvimento de complicações renais. O estilo de vida é um dos principais fatores nesse processo.

Entre as principais recomendações estão:

  • Controle adequado da glicemia: manter os níveis de açúcar no sangue dentro da faixa recomendada ajuda a evitar danos aos vasos sanguíneos dos rins..
  • Controle da pressão arterial: a hipertensão pode acelerar a lesão renal, por isso seu controle é essencial para prevenir complicações.
  • Prática regular de atividade física: os exercícios ajudam a melhorar a sensibilidade à insulina, reduzir a gordura corporal e regular os níveis de glicose no sangue.
  • Realização de exames periódicos: o acompanhamento médico regular permite identificar precocemente qualquer alteração na função renal.
  • Evitar o tabagismo: o cigarro está associado à piora do controle glicêmico e ao aumento do risco de progressão da doença renal crônica.

Além de ajudar na prevenção do diabetes e da insuficiência renal, essas medidas também contribuem para melhorar a qualidade de vida de quem já convive com a doença.

Como a Clinirim apoia pacientes com doença renal crônica

O acompanhamento especializado é fundamental para pessoas que convivem com diabetes e doença renal. Um tratamento adequado ajuda a retardar a progressão da doença e a preservar a qualidade de vida.

Na Clinirim, em Florianópolis, os pacientes contam com uma equipe multidisciplinar preparada para oferecer um cuidado completo em saúde renal, incluindo terapias como a diálise e a hemodiálise. O corpo clínico é formado por nefrologistas, nutricionistas e outros profissionais especializados, que atuam de forma integrada no controle da doença e na adaptação do estilo de vida.

A orientação nutricional, por exemplo, é essencial nesse processo, pois contribui para o controle dos níveis de glicose e auxilia na preservação da função renal ao longo do tempo.

Entre em contato com a Clinirim e agende uma avaliação. O diagnóstico precoce e o cuidado contínuo são aliados para preservar a saúde renal e garantir mais qualidade de vida.

A Clinirim – Clínica do Rim e Hipertensão Arterial é uma instituição de saúde localizada em Florianópolis (SC) que tem como principal objetivo oferecer bem-estar e qualidade de vida para pacientes portadores de doenças renais crônicas.