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Verdades e mitos sobre a DPA

Atualizado em: 11/09/2024 | Publicado em: 04/09/2024
Verdades e mitos sobre a DPA

diálise peritoneal automática é um tratamento cuja indicação pode ser temporária ou permanente, recomendada para portadores de doenças renais avançadas. Apesar de ser bastante vantajosa, existem muitos mitos sobre a DPA — sigla pela qual a modalidade também é conhecida.

Neste artigo, mostramos como a terapêutica funciona, quais são seus benefícios e o que é verdadeiro ou falso a respeito. Veja, também, onde realizá-la com toda segurança em Florianópolis (SC).

O que é diálise peritoneal automática?

A diálise peritoneal automática é um tratamento indicado para portadores de insuficiência renal, cuja função dos rins precisa ser exercida artificialmente. Nessa opção de suporte renal artificial (SRA), a filtragem do sangue acontece no peritônio (membrana localizada dentro do abdômen),que atua como um filtro natural.

Graças à terapêutica, os pacientes sentem uma considerável melhora nos sintomas característicos da doença. É o caso, por exemplo, do cansaço, da indisposição, das náuseas, da falta de apetite, entre outros, favorecendo o bem-estar.

Como funciona o tratamento?

O tratamento funciona assim: o dialisato (líquido de diálise) é introduzido na cavidade abdominal, entrando em contato com diversas substâncias (como creatinina, potássio e ureia). Em seguida, os compostos e líquidos em excessos são drenados por meio de um cateter (tubo flexível, previamente implantado no abdômen).

Vale destacar que a infusão e drenagem do dialisato é feita automaticamente, em uma máquina cicladora, exigindo que os pacientes apenas conectem os respectivos cateteres. Dessa forma, o tratamento pode ser realizado em casa e de madrugada, enquanto estão dormindo. Pela manhã, basta se desconectar e pronto.

Como é feita a indicação para essa modalidade?

A diálise peritoneal automática é indicada para pacientes com insuficiência renal (crônica ou aguda) grave. Para sugeri-la, o nefrologista realiza uma avaliação individualizada, considerando:

  • o volume total de urina produzida em 24 horas.
  • os resultados das dosagens de creatinina, potássio, ureia e ácidos presentes no sangue;
  • a análise da anemia (revelada no hemograma, dosagem de ferro ou saturação de ferro e ferritina);
  • o clearance de creatinina e ureia (cálculo do percentual de funcionamento dos rins).

Além disso, é o médico que determina:

  • o volume de dialisato a ser colocado;
  • o tempo em que o líquido deverá permanecer no organismo;
  • a quantidade e frequência de sessões a serem realizadas.

Quais são as verdades e os mitos sobre a DPA?

Nem tudo o que se lê ou assiste a respeito da diálise peritoneal automática é real. Para esclarecer eventuais dúvidas, revelamos, a seguir, algumas verdades e mitos sobre a DPA. Confira!

Na DPA, o paciente fica desassistido

MITO! Ainda que o tratamento seja domiciliar e o número de visitas a clínica seja bastante reduzido, os especialistas acompanham a evolução dos pacientes remotamente. Isso é possível graças às máquinas cicladoras de última geração.

O sangue não precisa ser retirado

VERDADE! Como explicado, o processo de filtragem do sangue ocorre na cavidade abdominal, diferente da hemodiálise (técnica em que o sangue precisa ser retirado).

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Na DPA, pode-se manter a rotina mais próximo do normal

VERDADE! Sua realização automática e durante as noites possibilita manter boa parte dos compromissos diários como de costume. Convenhamos que só o fato de não precisar ir ao centro de nefrologia, diversas vezes por semana, ajuda e muito.

Na prática, isso facilita a rotina de pacientes e familiares, melhora sua qualidade de vida e ainda reduz o risco de contrair infecções. Além disso, como o cateter é fixo, não é preciso fazer novas punções a cada sessão, evitando as temidas dores.

Pode ser difícil aprender a “se virar sozinho”

MITO! É comum que o paciente faça as primeiras sessões de DPA na clínica, em horários alternativos. Dessa forma, pode-se se acostumar à máquina e ao processo de filtragem, bem como receber ajuda, caso seja necessário.

Além disso, antes de iniciar a DPA em casa é preciso passar por um pequeno treinamento. Nele, o paciente (ou o cuidador responsável) aprende a conectar e desconectar o cateter, a fazer a higienização adequadamente, entre outros detalhes.

Onde realizar DPA em Florianópolis?

Agora que você conhece as verdades e mitos sobre a DPA, não perca tempo. Se você tem indicação para realizá-la e reside na região de Florianópolis, conte com a Clinirim – Clínica do Rim e Hipertensão Arterial. Nós reunimos toda a infraestrutura necessária, assim como profissionais interdisciplinares experientes, atualizados e altamente capacitados, para atender a todas as necessidades.

Por último, fica o nosso convite para nos seguir no Facebook e Instagram. Lá você encontra dicas e orientações sobre cuidados com a saúde renal preparadas pelos nossos especialistas!

A Clinirim – Clínica do Rim e Hipertensão Arterial é uma instituição de saúde localizada em Florianópolis (SC) que tem como principal objetivo oferecer bem-estar e qualidade de vida para pacientes portadores de doenças renais crônicas.