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Ablação renal: o que é e quando é indicado?

Atualizado em: 08/12/2022 | Publicado em: 03/11/2022
Ablação renal: o que é e quando é indicado?

O principal objetivo do tratamento de um tumor nos rins, seja benigno ou maligno, é preservar, sempre que possível, a função dos órgãos. A ablação renal, assim como a vigilância ativa, a nefrectomia parcial e a nefrectomia radical, é uma das abordagens possíveis. Nela, o tumor é destruído por meio do frio ou calor extremos.

Neste artigo, mostramos como a ablação térmica é realizada, quando pode ser indicada e quais são suas vantagens e desvantagens. Veja, também, onde tratar problemas renais em Florianópolis (SC).

O que pode ser um tumor nos rins?

Segundo a Urology Care Foundation, mais da metade dos tumores renais são descobertos por acaso. Geralmente, isso ocorre durante a realização dos exames de rotina ou em meio à investigação de outras doenças.

Assim, a primeira providência quando o médico identifica um tumor renal é verificar se ele é, ou não, canceroso. Para isso, é necessário realizar uma biópsia. Quando maligno, trata-se, na maioria das vezes, de um carcinoma de células renais.

Em estágios iniciais, a doença costuma ser assintomática. Quando presentes, os sintomas mais comuns são:

  • hematúria (presença de sangue na urina);
  • dor lombar contínua e unilateral;
  • perda de apetite e de peso sem razão aparente;
  • febre constante, que não desaparece;
  • anemia.

Como funciona a ablação renal?

A ablação renal (ou ablação térmica) é um tratamento indicado para tumores renais pequenos. Esses costumam ter até 3 cm.

Por ser uma terapia segura e menos agressiva, ela é bastante recomendada para pacientes com risco elevado ou proibitivo para realizar a ressecção cirúrgica. É o caso, por exemplo, dos idosos e dos portadores de comorbidades importantes.

A seguir, mostramos as formas como o procedimento pode ser feito. Confira!

Crioablação

crioablação, também chamada de ablação a frio, é um procedimento que destrói as células cancerosas com o uso de gases gelados (a, aproximadamente, -40 °C). Esses gases (como o argônio) são transmitidos por meio de um instrumento pontiagudo (probe),similar a uma sonda, inserido:

  • via percutânea (através da pele),guiado por tomografia computadorizada;
  • via laparoscopia (uma cirurgia minimamente invasiva),guiado por ultrassonografia.

Assim, os gases gelados levam à formação de uma esfera de gelo, a qual envolve e mata a lesão. Mas, por vezes, podem ser necessários dois ou mais ciclos de congelamento e descongelamento.

Ablação por radiofrequência

ablação por radiofrequência (ou ablação a quente),destrói o tecido tumoral com o uso de correntes elétricas de alta energia (entre 50 °C e 100 °C). Essas transmitidas por meio de uma ou mais sondas finas, semelhantes a agulhas, inseridas na lesão (também por via percutânea ou laparoscópica). Dependendo do tamanho do tumor, pode ser preciso realizar sessões sequenciais até eliminá-lo por completo.

O que esperar do tratamento?

A cirurgia, sempre que possível, é o principal tratamento para tumores nos rins. Porém, quando essa abordagem não é adequada, ou seja, quando o paciente não reúne as condições necessárias para se submeter à intervenção, a ablação térmica é uma alternativa bastante recomendada.

Assim, comparada à nefrectomia parcial, a crioablação tem um risco de recidiva mais elevado. Por outro lado, não há diferença em relação à chance de ocorrerem metástases em até cinco anos. Fora isso, as complicações intra e pós-procedimento são menores e, ao mesmo tempo, há uma maior preservação da função renal.

Já na ablação por radiofrequência, quando comparada à nefrectomia parcial, não há diferenças em relação ao risco de recidiva. Há, novamente, menos complicações intra e pós-operatórias, bem como uma melhor preservação da função renal.

Seja qual for a terapêutica adotada, após a conclusão do tratamento, inicia-se a fase de acompanhamento. Durante essa etapa, é preciso ir às visitas médicas regulares, realizar os exames solicitados e seguir as orientações do especialista. Vale ressaltar que, em caso de recidiva, por serem seguros e pouco invasivos, os tratamentos ablativos podem ser repetidos.

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